Decisão contribui para o avanço do projeto e implantação da Fase 1
O Porto Central, complexo industrial portuário de águas profundas localizado no litoral sul do Espírito Santo, recebeu aprovação de financiamento pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), vinculado ao Ministério dos Portos e Aeroportos, durante a 62ª Reunião Ordinária realizada em 18 de março de 2026.
De acordo com Jessica Chan, este é um marco muito importante para o avanço do empreendimento e implantação da Fase 1. “É uma validação institucional do Estado brasileiro sobre a viabilidade e a relevância estratégica do empreendimento no contexto da infraestrutura logística e energética do país. Esse reconhecimento fortalece a estrutura financeira do projeto e amplia a confiança de parceiros, financiadores e demais stakeholders envolvidos no seu desenvolvimento.”
Jessica Chan também explica que a decisão contribui para a aceleração da implantação já em curso. “O apoio do FMM é um elemento relevante dentro da estratégia de financiamento do projeto, agregando previsibilidade e competitividade à sua estrutura de capital, em linha com as melhores práticas de projetos de infraestrutura.”
O Porto Central foi o maior projeto individual aprovado. “Projetos como o do Porto Central, no Espírito Santo, mostram o avanço dos investimentos em infraestrutura portuária estratégica, com capacidade de ampliar a movimentação de cargas, atrair novos negócios e fortalecer a integração logística do país. Estamos estruturando um ambiente mais moderno e competitivo para o setor portuário brasileiro”, afirmou o secretário nacional de Portos, Alex Ávila.
O Fundo da Marinha Mercante (FMM) é um instrumento de política pública voltado ao desenvolvimento da indústria naval e do setor portuário e aquaviário no Brasil. Os financiamentos são operacionalizados por instituições financeiras credenciadas, como o BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, e seguem etapas regulatórias próprias até sua contratação, conforme as diretrizes do programa.
A definição do banco operador ocorre na etapa de contratação, dentro do prazo regulamentar de até 450 dias após a aprovação, prorrogável por mais 180 dias. Os recursos são liberados de forma parcelada, conforme o avanço físico e o cumprimento de marcos do projeto.
Jessica afirma, porém, que o cronograma de implantação não está condicionado à liberação integral do financiamento. “O projeto já conta com recursos próprios alocados e segue avançando normalmente. O FMM atua como complemento estruturado, reduzindo o custo de capital e aumentando a previsibilidade financeira do empreendimento.”
Próximas etapas
Com a área terrestre já preparada e a pedreira em operação para fornecimento de rochas, a próxima etapa do Porto Central contempla o início das intervenções marítimas, incluindo a dragagem do canal de acesso e da área portuária, além da construção do quebra-mar sul, elementos fundamentais para a implantação da infraestrutura portuária.
A Fase 1 foi concebida para viabilizar a operação de exportação de petróleo por meio da atividade de transbordo entre navios (“Ship-to-Ship”), permitindo a transferência segura e eficiente da carga para embarcações de maior porte e reforçando o posicionamento do complexo como uma solução logística estratégica para o escoamento da produção nacional.
O plano diretor do Porto Central, no entanto, foi estruturado com uma visão de longo prazo de consolidar um hub integrado para as cadeias de petróleo, gás natural e novas energias, agronegócio, mineração, cargas gerais, indústrias, além de abrigar um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, capaz de conectar o Brasil de forma ainda mais competitiva às principais rotas do comércio global.
Já existem contratos firmes com grandes majors como Petrobras, Equinor, CNOOC e Repsol Sinopec. A adesão das principais produtoras do pré-sal garante a demanda inicial do Terminal de Granéis Líquidos da Fase 1.
Mais sobre o Porto Central
Com mais de 20 milhões de metros quadrados, o Porto Central será um dos maiores complexos portuários e industriais do país, atuando como um eixo multipropósito no litoral sul do Espírito Santo. O empreendimento terá águas profundas de até 25 metros, podendo receber os maiores navios do mundo e movimentar diversos tipos de carga, incluindo petróleo bruto, gás, geração de energia, apoio offshore, grãos, fertilizantes, minérios, contêineres e carga geral, entre outros.
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