Com infraestrutura terrestre implantada, produção e transporte de rochas em andamento e central de concreto instalada, empreendimento avança na preparação do quebra-mar e da dragagem
A implantação da Fase 1 do Porto Central segue transformando a área do empreendimento, em Presidente Kennedy. Desde o início das obras, diferentes frentes de trabalho avançaram na preparação da área e na implantação da infraestrutura necessária à construção.
Os primeiros trabalhos se concentraram na preparação do terreno. Na sequência, a obra incorporou vias internas, sistemas de abastecimento de água e fornecimento de energia, além de outras estruturas de apoio às atividades de construção.
Hoje, essas frentes ocorrem de forma integrada e dão suporte à implantação do primeiro terminal do Porto Central.
Preparação do terreno abre espaço para novas estruturas

Uma das primeiras grandes etapas da Fase 1 foi a preparação da área destinada à implantação da infraestrutura portuária de aproximadamente 65 hectares.
Após os serviços iniciais de supressão vegetal, foram realizados trabalhos de nivelamento do terreno e terraplenagem, com escavações, cortes e aterros definidos de acordo com as cotas e especificações dos projetos de engenharia.
Mais do que adequar o solo, essa etapa estabelece as bases para as estruturas previstas no projeto e considera sua integração com vias, sistemas de drenagem, redes de utilidades e demais componentes do empreendimento.
Infraestrutura de apoio acompanha o avanço das obras

Paralelamente às intervenções no terreno, o Porto Central estruturou os sistemas necessários ao funcionamento das atividades de construção.
Entre as estruturas e sistemas já implantados estão:
> canteiro de obras operacional
> vias internas e acessos para circulação no empreendimento;
> sistema de abastecimento de água;
> fornecimento de energia para as diferentes frentes de trabalho.
> Central Dosadora de Concreto.
Esse conjunto garante condições para a circulação de equipamentos, o recebimento e armazenamento de materiais e a atuação simultânea das equipes envolvidas na construção.
Os acessos utilizados entre a pedreira e o Porto Central também receberam intervenções para atender ao transporte dos materiais, incluindo alargamento, sinalização, cercamento e adequações para o tráfego de veículos pesados.
Quebra-Mar Sul já mobiliza operação logística em terra

Entre as atividades em curso está a preparação dos materiais que serão utilizados na construção do Quebra-Mar Sul, uma das principais estruturas previstas na Fase 1.
As rochas são produzidas em uma pedreira própria localizada a aproximadamente 27 quilômetros do Porto Central. A produção está em andamento e o material é transportado continuamente até a área portuária, onde são formados os estoques necessários à construção.
A formação antecipada desse estoque busca assegurar a disponibilidade contínua de material e reduzir o risco de interrupções no abastecimento durante a execução do Quebra-Mar Sul.
O Porto Central também já conta com uma Central Dosadora de Concreto instalada no canteiro de obras, que dará suporte à produção dos elementos de concreto destinados ao Quebra-Mar Sul e a outras estruturas do empreendimento.
Produção, transporte, armazenamento e capacidade de produção de concreto integram uma cadeia logística que precisa estar preparada previamente para sustentar uma obra portuária dessa dimensão.
Primeiro terminal atenderá à crescente exportação de petróleo brasileiro

A Fase 1 marca a implantação do primeiro terminal do Porto Central: um Terminal de Granéis Líquidos de águas profundas, dedicado às operações de transbordo de petróleo entre navios, conhecidas como Ship-to-Ship (STS).
O terminal foi concebido para ampliar a infraestrutura disponível para o escoamento da crescente produção brasileira de petróleo aos mercados internacionais e oferecer condições para operações com embarcações de grande porte. Em uma área portuária protegida, um navio aliviador poderá transferir sua carga para embarcações de maior porte, incluindo navios da classe VLCC, capazes de transportar cerca de 2 milhões de barris de petróleo.
A Fase 1 está licenciada para a implantação de até quatro berços dedicados às operações de petróleo, com profundidade de até 23 metros e capacidade para receber VLCCs. O terminal já possui contratos firmados com grandes empresas do setor, entre elas Petrobras, Equinor, CNOOC e Repsol Sinopec, demonstrando a demanda existente pela nova infraestrutura.
A Fase 1 prevê investimento de aproximadamente R$ 2,6 bilhões e deve ser concluída nos próximos dois anos, quando terão início as primeiras operações do Porto Central.
Em 2026, o projeto alcançou também um importante marco para sua estrutura de capital com a aprovação de financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). O processo de contratação do financiamento está atualmente em estruturação junto às instituições financeiras. A combinação entre avanço físico das obras e estruturação financeira reforça a preparação do projeto para a intensificação das próximas frentes de construção.
Obras ampliam oportunidades para a região

O avanço da construção também deverá ampliar progressivamente a mobilização de mão de obra. A partir de 2027, está previsto o período de maior mobilização da Fase 1, com estimativa de até 1.295 trabalhadores diretos no pico das atividades e prioridade para a contratação de mão de obra local.
A preparação da mão de obra local já faz parte desse processo. Desde 2025, a parceria entre o Porto Central e o Ifes Campus Presidente Kennedy realizou três turmas de formação, com 68 pessoas capacitadas, entre trabalhadores das obras e moradores dos municípios da área de influência.
Em agosto de 2026, a parceria avançou também com a abertura do curso técnico em Logística do Ifes em Presidente Kennedy, ampliando as oportunidades de formação profissional relacionadas às atividades que deverão crescer na região com o desenvolvimento do Porto Central.
Controle ambiental e diálogo com o território

O avanço das obras ocorre em paralelo à execução dos programas ambientais e socioambientais previstos no licenciamento federal conduzido pelo Ibama.
As ações abrangem temas como monitoramento e proteção da fauna e da flora, recursos hídricos, ambiente marinho, trânsito, pesca, comunicação social, educação ambiental e monitoramento socioeconômico.
Entre os resultados já alcançados está o plantio de mais de 56 mil mudas, que contribuiu para a recuperação de aproximadamente 37 hectares. A meta do programa de compensação florestal é plantar cerca de 100 mil mudas ao longo da Fase 1. Todas as mudas plantadas ou doadas são produzidas no viveiro próprio do Porto Central, de forma criteriosa e em conformidade com os critérios estabelecidos no Programa de Proteção à Flora.
O relacionamento com o território também acompanha o desenvolvimento do empreendimento, por meio de ações de educação ambiental e de um processo permanente de diálogo com comunidades e instituições da área de influência. Esse trabalho contempla de forma especial as comunidades tradicionais e as medidas de compensação relacionadas aos impactos do empreendimento, atualmente em processo de negociação, entre elas o Plano de Compensação das Atividades Pesqueiras.
Infraestrutura para crescer junto com o Brasil

A Fase 1 representa o primeiro passo na implantação do Porto Central, concebido como um complexo industrial portuário multipropósito e de águas profundas, com desenvolvimento previsto em fases.
Em seu desenvolvimento complexo, o masterplan do porto prevê 2 mil hectares de área, profundidade de até 25 metros e potencial para 54 berços, destinados a diferentes terminais e cadeias produtivas.
Além dos granéis líquidos, o planejamento de longo prazo contempla granéis sólidos, gás natural, contêineres e carga geral, além de tancagem, abastecimento de navios, serviços offshore, estaleiros, geração de energia e áreas industriais. A futura integração rodoviária, ferroviária e dutoviária amplia o potencial de conexão do complexo com importantes polos produtores e mercados consumidores do país.
A Fase 1 marca, assim, o início da construção de um empreendimento concebido para ampliar a capacidade portuária brasileira, atrair novos investimentos, apoiar o crescimento das cadeias produtivas e fortalecer a conexão da produção nacional com os mercados internacionais e contribuir para o desenvolvimento econômico da região.